Palavras Voláteis
Carlos Daniel Rego, carlosdanielrego@gmail.com
Parece cliché, mas com esta edição termina um ano lectivo recheado de bons e de maus momentos. Falemos dos bons! Demos continuidade à publicação de um título universitário com 22 anos de existência, aventurámo-nos na blogosfera e nas redes sociais com a cobertura do Fantasporto, das Férias Desportivas e da Queima das Fitas. Reaproximámos o JUP da academia e dos estudantes. Fizemos jornalismo sério, com rigor e isenção.
É verdade. Nem tudo foi fácil. Devido a uma série de acontecimentos inusitados não foi possível imprimir a versão de Junho do JUP. Fica, apesar de tudo, aqui, neste blogue, a sua reprodução, por respeito e consideração a todos os que para ela trabalharam. Porque, numa altura em que a crise irrompeu pelas nossos bolsos e mercados sem pedir licença e em que o processo de Bolonha se começa a enraizar nos nossos hábitos, é de louvar e agradecer a todos aqueles alunos da academia do Porto, de todos os cursos da academia do Porto – universidades e politécnicos, públicos e privados – que todos meses despenderem do seu tempo, criatividade, engenho e até, porque não dizer, do seu dinheiro para colocar nas bancas o Jornal da Academia do Porto.
Por isso tudo e mais, partimos para os exames – e só depois para as férias – com a consciência tranquila, com o sentimento de dever cumprido. Juntos, aprendemos, na redacção de um jornal universitário, que nada se faz sem trabalho e sem espírito de sacrifício. Tomámos, sobretudo, consciência que só errando poderemos evoluir como estudantes, como cidadãos e, no final, como homens e mulheres desta sociedade futura e apressada.
Para o próximo ano lectivo fica a promessa e a vontade. Vamos fazer do JUP aquilo que ele merece ser: o jornal de referência da Academia do Porto. Voltamos em Setembro com uma nova equipa e uma imagem renovada. Voltamos em Setembro com um novo projecto: o JUPonline.
O acontecimento literário de 2008 foi o lançamento de um novo Herberto Helder. A Faca Não Corta o Fogo, edição de 2000 exemplares (que são quase dois mil exemplares a mais em relação ao que um livro de poesia vende habitualmente) esgotou em poucos dias e foram muitos os que ficaram desesperados por não conseguirem um exemplar (grupo onde, triste, me incluo).
Lançado no Verão passado e acolhido pelo Pavilhão Rosa Mota, o festival Beat It regressou no Inverno pela mão do Plano B. Juan MacLean foi o cabeça-de-cartaz da noite, à qual se seguiu a estreia em Portugal dos Thieves Like Us.

